Não tenho como intenção encher este blog com as figuras mais conhecidas dos quadrinhos, pois acho que um dos principais objetivos é apresentar a quem não conhece aqueles personagens que ficaram esquecidos na longínqua Era de Ouro.
Mas é importante também mostrar os primeiros passos de alguns personagens hoje consagrados, para que tenhamos um panorama de suas ideias originais e de como algumas se transformaram por completo, culminando com o que vemos hoje.
Por isso, decidi não deixar passar a primeira história de Namor, também presente na revista Marvel Comics 1, da Editora Timely, que viria a se tornar a Marvel.
Temos uma completa descrição de Namor no blog do meu amigo e xará Marcelo, que pode ser acessada por este link. Lá, comentamos um pouco sobre esta questão polêmica de Namor ter sido considerado durante um tempo como sendo o primeiro mutante da Marvel.
Nesta primeira história, escrita e desenhada por Bill Everett, em 1939, que durante muitas décadas seria o autor das histórias do príncipe submarino, vemos um clima semelhante ao do já clássico "Nas Profundezas", escrito por Peter Milligan. Aquela tensão pelo ser desconhecido das profundezas que pode atacar a qualquer minuto está presente, e com certeza foi fonte de inspiração para Milligan em sua obra.
Decidi também não traduzir a palavra sub-mariner para qualquer outra versão em português, por uma simples questão de espaço nos balões de diálogo. As palavras Homem Submarino ou Príncipe Submarino atrapalhariam o desenrolar perfeito do texto.
Lembrando que temos histórias muito legais do Namor na Era de Ouro. Recomendo, a todos que tiverem acesso, que leiam.
Boa leitura a todos!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
POSTAGEM 19: TOCHA HUMANA (MARVEL COMICS 1)
Meu primeiro contato com o Tocha Humana original foi na revista Épicos Marvel da Editora Abril. Não me lembro se era o número três ou quatro. O fato é que aquela capa metalizada me chamou muito a atenção, bem como os dizeres "O Tocha Humana Original" estampados.
Na época, o Tocha Humana para mim era o integrante do Quarteto Fantástico. Aliás, sempre gostei deste personagem, desde a época do desenho animado. A concepção visual dele sempre me agradou muito, além da ideia do homem que podia pegar fogo e sair voando.
Como eu e meu irmão só comprávamos as revistas Batman, Liga da Justiça e DC2000, sabíamos muito pouco do universo Marvel.
Pois bem, comprei aquela revista e fiquei impressionado com a história. A ideia do homem sintético que estava preso em um sarcófago de concreto me pareceu incrível, apesar de na época eu não saber que não era tão original assim, como veremos na história a seguir.
Quando terminei de ler a revista, já achava aquele Tocha Humana muito mais legal que o do Quarteto e, como o fim da história prometia, aguardei por novas histórias. Pena que não as encontrei. Nem sei se a Abril publicou algo mais a respeito dele depois.
Depois de alguns anos, quando comprei Marvels, fiquei maravilhado com a concepção artística dada ao Tocha Humana pelo ainda não totalmente consagrado Alex Ross. Um momento fantástico dos quadrinhos, com certeza.
Assim como a história a seguir, que representa um marco das histórias em quadrinhos.
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